quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

So fathers be good to your daughters...

"Daughters will love like you do..." (John Mayer).
É incrível como eu sempre recorro a esse blog quando eu preciso desabafar, e a parte boa é que esse objetivo é sempre alcançado, então aqui vamos nós, de novo. Já digo que esse post será um grande desabafo emocional, não perca seu tempo.
A verdade é que eu estou uma bagunça. Emocionalmente bagunçada. E eu não acho que tenha a cura pra isso.

Só pelo título eu acho que já deu pra ter uma idéia sobre o assunto né? Não sei se escrever o ocorrido aqui vai mudar alguma coisa, porque a história com o senhor meu pai é realmente extensa e conturbada... Mas eu acho que não vale a pena gastar mais lágrimas e mais tempo na mesma história, porque contar a história não a muda, o que realmente importa é a chuva de sentimentos que ela traz.

Não há muito o que falar, só que eu estou cansada. Cansada. Decepcionada. Magoada. Contrariada. Machucada. Confusa. Cansada. Decepcionada. Magoada. Cansada. Decepcionada. Decepcionada. É realmente frustrante ter esperança em alguém que sempre lhe causa decepções.

Eu achava que com a separação dos meus pais eu ficaria... inteira. Não diria bem, mas eu sempre achei que um dia conseguiria superar, ou talvez esquecer algumas coisas, até porque eu tentei acreditar nas palavras harmoniosas que me disseram numa noite do dia 14 de agosto. Eu me agarrei com tanta força e desespero nas promessas do meu pai, que dizia "Tudo vai ficar bem", "Eu vou estar sempre aqui", "Eu vou estar aqui quando você precisar", "Nada vai mudar". É, acho que com oito anos eu ainda não tinha aprendido que no fim, nada fica realmente bem, todos mudam, todos se afastam, todos esquecem que você também precisa de apoio, de suporte emocional, e que você está sozinha (mesmo que as pessoas insistam em dizer o contrário).

É tão injusto pensar como uma pessoa pode ser egoísta o suficiente pra abandonar três filhos apenas pelo fato de se considerar incapaz de continuar um casamento. O que eu estou tentando dizer é que os filhos não têm culpa das ações dos pais, e a separação é extremamente injusta com os sentimentos dos filhos. Então lá estava eu, sentada no canto direito do sofá, desolada após o "Eu e sua mãe iremos nos separar" sem saber o que aquilo realmente significava... Eu olhei pro lado e minha mãe desmanchava-se em lágrimas no sofá à direita, e à minha esquerda meus irmãos tinham uma expressão vazia no rosto. Eu só queria entender o que estava acontecendo realmente, ou porque aquilo estava acontecendo. E foi a primeira vez que eu me senti realmente perdida na vida, a primeira vez que não sabia como reagir, não sabia o que dizer, ou o que esperar. Eu só queria que aquilo não estivesse acontecendo comigo, eu realmente desejava que aquilo fosse apenas uma brincadeira, e que realmente tudo ficaria bem. Mal sabia eu que eram apenas vontades inocentes de uma criança de oito anos.

Os dias passaram e eu ainda me recusava a acreditar que meu pai estava me abandonando, eu preferia fingir que nada estava acontecendo, eu precisava me agarrar à idéia de que eu ainda teria um beijo de boa noite do meu pai todas as noites, porque era aquilo que me fazia dormir bem. E foi então que ele foi embora, e pela primeira vez, eu dormi sem um beijo de boa noite... Eu costumava rezar antes de dormir, pedindo a Deus que ele tivesse piedade de mim, porque eu estava explodindo por dentro. Meu pai tinha ido embora, e tudo o que eu queria era um simples beijo de boa noite. Mas eu nunca mais tive um beijo de boa noite...

E então as coisas começaram a piorar. Eu não tinha mais meu beijo de boa noite. Eu não tinha mais os abraços do meu pai, e minha mãe estava deprimida demais pra prestar atenção nas coisas que aconteciam ao seu redor. Não a culpo, porque eu sei que ela também sofreu, talvez mais do que eu, então eu realmente agradeço a mínima atenção que ela me deu naquela época, porque mesmo que fosse mínima, eu sabia que ela ainda se importava comigo. Então eu percebi que eu não podia ser egoísta como meu pai foi. Eu tinha uma família que também estava sofrendo, eu tinha dois irmãos que estavam despedaçadps por dentro assim como eu, e que também não sabiam como agir. E eu tentei, eu juro que eu tentei ser forte, mas eu era nova demais, frágil demais, e eu não conseguia ignorar meus sentimentos, mesmo que eu quisesse fazer isso pelos meus irmãos...

Era estranho. E ainda é estranho. Eu me sentia totalmente abandonada. Eu acho que é impossível sentir-se mais sozinha do que eu me senti naqueles dias. Eu não conseguia olhar na cara das pessoas porque eu sabia que elas me perguntariam se eu estava bem e eu não conseguiria dizer que sim, então eu apenas ficava em casa. Um mês passou. Dois meses passaram, três... E as coisas pareciam não melhorar nunca. E eu me perguntava se eu tinha sido muito má com as pessoas pra Deus estar sendo mau comigo dessa forma. E então eu parei de rezar, pra mim eu tinha sido abandonada, de novo.

É difícil pra mim até hoje falar sobre esses primeiros três meses da separação dos meus pais, porque eu sinceramente me sinto como naquela noite de agosto novamente. E eu não consigo conter meus sentimentos quanto a isso. Mas o que acontece é que essa foi a primeira decepção que eu tive com o meu pai. E como se não bastasse tudo o que foi descrito acima, ainda vieram mais decepções. Inúmeras decepções. Mas eu sempre acreditei que ele merecia uma segunda chance, porque eu não queria perder meu pai, não totalmente.

Eu sinto saudades do meu pai. Essa é a verdade. Eu sinto saudades da época que eu conseguia sorrir sinceramente ao lado dele, sem ter medo de me frustrar por isso. E eu construi um muro entre nós, um muro impenetrável. Essa foi minha forma de me proteger de noites como a de 14 de agosto. Já não sei mais se fiz o certo ao me distanciar emocionalmente dessa forma, às vezes eu só queria poder abraçar meu pai e dizer que eu o amo, mas eu não consigo pronunciar essas palavras, não pra ele. Não é por falta de sentimento, é por medo.

Então aqui estou eu hoje, com 16 anos, mas me sentindo como aquela garotinha de 8 anos... Tão frágil e magoada como aquela garotinha. E depois de tanta coisa, eu simplesmente resolvi desistir. Desisti de tentar ser falsamente harmoniosa com o meu pai. Cansei de tentar conversar e só levar patadas, só ganhar maiores estragos emocionais, eu acho que não vale mais a pena. E eu sei que provavelmente eu vou me arrepender dessa atitude. Mas sinceramente eu estou esgotada, eu não aguento mais acreditar em algo que só se prova falso. Eu não consigo mais me magoar e tentar colocar um sorriso falso no rosto.

Isso me prejudica... E eu realmente só queria que os tempos do beijo de boa noite voltasse, pra que eu pudesse finalmente me sentir pertencente a algo forte como antes, minha família. Eu acho que eu só estou sentindo falta do tempo em que tudo era fácil e colorido, do tempo que eu podia ter um "porto seguro"...

Acho que chega né? Qualquer dia eu abro mais uma página da minha vida pouco complicada aqui.. Até mais:]

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

I told you I was trouble...

Hoje me deu vontade de postar novamente, incrível né? Chame de milagre se preferir! haha
Mas vamos ao mar de palavras que inunda esse blog quando a autora monótona dele se inspira...

Sinceramente eu estou num daqueles momentos da vida em que você sabe que está fazendo algo (e tem um pressentimento que isso talvez lhe acarrete coisas "complicadas" no futuro), que você não faz por querer, mas que ainda sim lhe parece errado.
Eu nunca gostei de enganar ninguém, nem que fosse pela minha diversão, mas não sei porque agora eu sinto que estou enganando alguém, dando falsas esperanças para algo que sinceramente eu não acho que irá acontecer nessa vida... E pra piorar estou fazendo isso com duas pessoas...
Novamente afirmo que não é por querer, eu simplesmente não estou disposta a abandonar duas amizades nas quais eu me sinto bem porque eu acho, e apenas acho, que a pessoa quer algo mais comigo. Eu acho que eu faço suposições demais e ajo de menos...
Porém é como eu disse, eu não vou parar de tratar bem uma pessoa, ou parar de conversar com ela sendo que eu gosto de conversar com a mesma, só porque eu "acho" que talvez essa pessoa esteja confundindo as coisas. Eu não quero fazer esse tipo de coisa e nem gosto de fazer, então eu não sei bem o que fazer nessas situações.

Eu juro que eu tento me fazer de "bobinha desentendida" o máximo que eu puder, mas odeio admitir que um "amigo" meu esteja gostando de mim, é estranho, esquisito e quase inaceitável já que eu sempre acabo machucando as pessoas que gostam de mim por não saber retribuir o sentimento e eu me sinto mal por ser assim, sério...

E eu sinceramente queria ter uma saida para esse tipo de situação, mas eu não sei o que fazer, eu definitivamente não sei escolher entre duas coisas (ainda mais quando são duas coisas não concretas, só suposições), eu odeio escolhas porque eu odeio a idéia de que eu vou escolher algo mas perder algo também, isso é praticamente um tapa na cara pra mim.

Bom, era isso que eu queria "desabafar", mas como sempre não cheguei a conclusão nenhuma, só que eu sou uma megera insensível e que não sabe fazer escolhas, sou fraca mesmo rapá, me deixem!:( hahaha
Adios marujos lindinhos :)

sábado, 25 de julho de 2009

Scene Kid is not so sweet.

Hoje o post vai ser sobre os modernos dessa geração. Sim, aqueles que se transformaram de emo, gótico, from uk e derivados para os chamados "modernos". Franjas para meninos sairam de moda, agora legal é ter costeletas, topetes (mas o cabelo ainda tem que ser liso!), o xadrez agora é o colarzinho de bolinha de ontem, indispensável!
Mas não estou aqui pra comentar o look dos modernos, e sim pra comentar sobre alguns fatos que vivenciei e até alguns que escutei de bocas alheias. Por que será mesmo que esse mundo de modernidade que tantos adolescentes vivenciam hoje em dia é tão doce, maravilhoso e colorido como parece? Será que é tudo sobre o seu visual, com quem você anda e o quão rodada (se você for menina) ou o quão drogado (se for menino) você é? Que fique claro que não estou generalizando, nem falando sobre ninguém especificamente. Mas posso fazer alguns comentários pois já estive nesse meio, e sei muito bem como funciona, não adianta tentarem negar.
Não meus caros, nada é tão bom quanto parece. Por que por trás de apliques gigantes, calças apertadas e tênis nike, existe também muito álcool, drogas, cigarros, e muita, muita falsidade! Sim, é um grupo de pessoas como outro qualquer, todos encontrando no próximo um amigo com coisas em comum, da mesma forma que acontece com você e seu melhor amigo. Mas será mesmo que todos são sempre tão legais, bons e leais?
A grande doença nessa teia de amizades entre os moderninhos é que todos querem aparecer mais que o outro, todos querem estar envolvidos e atualizados nos fatos, quem foi pra cama com quem, quem traiu quem, quem tatuou o nome de quem... E isso é que cria o problema principal: a falsidade.
Sim, falsidade, porque como vocês explicam a namorada do Joãozinho traí-lo com o Paulinho apenas porque o Paulinho tem mais tatuagens, piercing, alargadores e um Nike mais novo? Ou porque a Marizinha contou para a Alicinha que o Bruninho não presta sendo que o Bruninho considera a Alicinha a melhor amiga dele?
A maioria é movida pela vontade de ser reconhecido no meio, de ser "pop" no orkut, com milhares de aspirantes a modernos admirando-o e venerando-o, mas será que isso tudo vale mesmo a pena?
Vale a pena ter dezenas de amigos virtuais que se dizem super leais, sendo que quando seu aplique cai, seu Nike rasga ou seu piercing infecciona eles inesperadamente esquecem dos meses de amizade virtual que vocês tiveran? Vale a pena fazer-se de ridículo em frente de várias pessoas na rua pra provar que você é o mais legal, aquele que aguenta beber litros e mais litros de "goró" e continuar em pé, mas depois passar mal e achar que vomitou até o seu pâncreas?
Sinceramente acredito que não. E posso dizer-lhe isso porque eu já estive entre os modernos, já fui uma moderna, já fiz amizades genéricas que não passavam de um scrap no orkut, já bebi muito até ver fadinhas azuis, e etc. e etc. E após algum tempo vivendo dessa forma, eu percebi que não me leva a lugar algum. Essa é a realidade, e eu tinha medo de encará-la, porque se eu saiasse do "rolê" sem mais nem menos, perderia todo o ibope que eu tinha naquele meio, se eu parasse de usar meu nike, eu não seria ninguém, e se eu deixasse meu cabelo sem camadas e chapinha então? Seria suicídio social no meio dos modernos, uma lástima.
Mas felizmente eu percebi que não é só de modernidade que se vive a vida, sim, eu fiquei farta de tanta falsidade, de tanta disputa pra ver quem tinha o aplique mais bonito e descolorido, de quem chamava mais atenção no Vitrine e tudo mais. E é por isso que hoje posso comentar comicamente episódios que vejo no meu dia-a-dia quando converso com pessoas "modernas". Um show de falsidade, futilidade e ganância!
Novamente destaco que nem todos os modernos são assim, obviamente existem pessoas que são realmente interessantes, inteligentes e ótimas para fazer amizades, sim, porque ainda tenho muitos amigos do "rolê", e não me arrependo de algumas amizades que fiz, aliás, me orgulho.
Só gostaria de chamar atenção para alguns fatos que acontecem entre esse pessoal, pois quando essa moda passar, e ser "rodada" e "drogado" não for mais cool, muitos verão-se sem o que fazer ou para onde correr.

E a pedidos: Gabriela, te amo! ♥

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sometimes we need to make a change.

Depois de muito tempo sem escrever nada, aqui estou eu para inundá-los com palavras chatas e sem sentido! Ultimamente eu tenho estado longe da internet, como se estivesse cansada da mesmice que a mesma apresenta. E isso é algo que me levou a escrever o post de hoje. Não é incrível e ao mesmo tempo cômico como algo que é tido como o milagre e paralelamente o mau do século, como a internet, possa ser tão entediante e massante? Sim, porque inicialmente eu tinha a internet como a solução dos meus problemas, uma máquina de fazer amigos virtuais, um meio de me comunicar fácil e rapidamente com pessoas que eu não falava há tempos e um portal de entretenimento sem fim, onde eu podia fazer de tudo, criar meu mundo usando apenas uma tela, uma CPU, um mouse e um teclado. Não soa mágico como uma coisa tão simples como uma caixa preta, famosa CPU, podia me trazer tamanha diversão? Mas conforme o tempo passou, eu percebi que amizades virtuais podem não ser tão legais e simples assim, algumas se tornam complexas, até falsas. Mas há o que se aproveitar disso, pois algumas amizades são realmente verdadeiras e intensas, como diriam: "Poucas e boas." Fazer amizades é um dos milhares pontos positivos da internet, mas vivendo a minha pacata vida fui percebendo que chega um momento em que a internet não lhe é mais interessante, ela se torna cansativa, chata.
Nessas férias eu me peguei pensando muitas vezes como a maioria das coisas que eu fazia na internet eram superficiais, desnecessárias, resumindo, coisas que não me acrescentavam nada na vida. Sim, eu cansei do milagre do século, da milagrosa e colorida internet! Como se isso fosse algo incomum...
Parece que cansar da internet não é algo tão impressionante, mas esse não é o ponto. O ponto que quero chegar é o que vem junto com o ato "cansar da internet".
Sim, porque ao cansar da internet percebi mil coisas que eu não percebia antes, e uma delas é que há uma vida além do orkut, do myspace, do twitter e derivados. Não dá pra passar a vida vivendo uma "vida virtual".
Ok, eu sei que isso soa estranho para algumas pessoas, mas essas pessoas só entenderão o que eu estou falando quando chegarem ao mesmo ponto de esgotamente virtual que eu cheguei.
EXISTE UMA VIDA REAL, ACORDEM.
Existem tantas coisas que eu preciso fazer antes de morrer e em vez de aproveitar a vida, eu passava dias e mais dias sentada em frente o monitor, fazendo nada de construtivo. Pode ser que pareça ridículo, mas eu prefiro me afastar disso aqui e começar a socializar mais com as pessoas!
Estudos, outro ponto extremamente importante que me fez perceber que a internet não é tudo. Eu só tenho 15 anos, estou no segundo colegial e pretendo passar numa faculdade conceituada, então prefiro me aplicar mais aos estudos à ficar vendo quem me mandou um scrap no orkut.
Além disso, a internet afasta muito as pessoas, porque pode parecer mais simples mandar um scrap ou dar um reply no twitter do que sair de casa para se encontrar com a pessoa, mas acordem, somos todos seres humanos, precisamos de contato físico, precisamos de amizades que se constroem não só através da internet.
Portanto esse era o ponto que eu queria destacar hoje, chega uma hora que precisamos perceber que internet não proporciona tudo na vida, e que precisamos crescer e amadurecer um pouco para perceber isso, mas uma vez que percebemos, conseguimos ver que a vida é mais do que essa incrível rede que conecta as pessoas.
Então... Algumas vezes nós precisamos fazer uma mudança, encare isso e talvez você entenda o que eu quis dizer através desse post farto e confuso.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Missing somethings...

Para começar, vou dizer porque criei esse blog.
Primeiro motivo: eu gosto de escrever, assim, só por prazer pessoal mesmo.
Segundo: eu tenho alguns acessos momentâneos e sempre desconto no pobre Word, então achei mais interessante criar um blog pra isso.
E terceiro, e último motivo: já me disseram que seria legal criar um blog porque algumas pessoas gostam de ler o que eu escrevo.

Mas agora vamos para o que interessa... Um post meio nostalgico.
Eu simplesmente gostaria de saber porque as coisas boas não podem simplesmente ficar nas nossas vidas.
Sim, eu sinto falta de MUITAS coisas que aconteceram comigo há algum tempo, coisas, pessoas, momentos, falas, tudo. E é extremamente irritante e frustrante saber que algumas coisas podem nunca mais voltar a ser como eram antes.
Eu sei que pode parecer estranho, mas nesse momento eu estou sentindo falta de um amigo.
Sim, uma pessoa que eu tinha muita afinidade, e gostava muito, aliás, ainda gosto. Sabe aquela pessoa que você fica horas e horas conversando e mesmo assim sempre há um assunto pra continuar a conversa? Aquela pessoa que fica até as 6:00 horas da manhã conversando com você sem se quer se incomodar? Aquela pessoa que você se sente livre e confortável de revelar seu segredos mais estranhos e constrangedores? Aquele que faz com que você se sinta bem, mesmo que seja com uma brincadeirinha típica no msn? Aquela pessoa que parece lhe salvar de um mundo desinteressante e tediante apenas dizendo um "oi"?
Por que as coisas mudaram tanto? Eu não queria que tudo o que foi dito fosse esquecido, porque eu guardo na memória tudo, absolutamente tudo que foi dito e prometido e não foi cumprido.
Eu tinha jurado pra mim mesma que não seria assim,que eu não deixaria a amizade acabar e que eu não seria fraca para me entregar a um sentimento imaturo e envolvente, mas não somos donos do nosso coração na maioria do tempo...
Para aqueles que não sabem do que eu estou falando, só posso dizer que estão perdendo sensações e sentimentos maravilhosos.
Mas certamente há aqueles que entendem, e passam pela mesma situação, chata.
É horrível saber que há alguns meses nós eramos tão próximos, tão amigos, tão confidentes, e agora parecemos estranhos... Eu chego até a pensar que é um problema comigo, pois as coisas mudaram tão radicalmente e de repente.
O que aconteceu?
Essa é a pergunta que fica rondando minha cabeça, e mesmo depois de horas eu continuo sem respostas...
E se me perguntarem se eu me arrependo de ter feito algumas coisas que podem ter causado a situação que estamos agora, eu digo clara e bravamente que não, eu faria tudo de novo, e exatamente da mesma forma.
Mas acho completamente injusto ganhar um "amante" e perder um amigo.
Por que as pessoas precisam mudar tanto depois que passam alguns dias mais próximos que antes? Só por que trocaram uns beijos e etc? Não é como se o mundo tivesse acabado, a amizade ainda pode continuar. A amizade tem que continuar.
Mas não é isso que acontece, não é o que aconteceu comigo, conosco.
Confesso que foi por covardia de minha parte que muitos sentimentos não foram revelados e muita mágoa foi gerada, mas não foi culpa somente minha, sejamos justos.
Eu sinto falta do meu amigo, sinto sua falta. E como diria uma música de uma banda chamada From First To Last "Note to self: I miss you terribly, this is what i call a tragedy."
Eu poderia dizer muito mais, mas acho que só isso já é o suficiente para descrever o que eu estou sentindo agora, mesmo sabendo que você nunca lerá isso...
"I was losing myself to somebody else, but now I see: I don't wanna pretend, so this is the end of you and me. Because the girl that you want, she was tearing us apart, because she's everything I'm not."